Movimento Cívico da Família Brasileira

Relatório da Campanha de Contribuição de R$ 1,00

Passados cerca de 4 meses do início da campanha de arrecadação de R$ 1,00 de cada inativo, chegamos a realidade de um número que expressa o quanto de comprometimento a Família Militar se acha envolvida nesse laborioso processo de tirar-nos da imobilidade de atitudes para fazer frente às frequentes e incansáveis afrontas que nos são dirigidas: 0,001554 % de participação voluntaria, dentre o total de inativos de 5,2 milhões, correspondendo a 82 inativos contribuintes. Em recente reunião de Assembleia promovida pela FAMIL/DF, tivemos a oportunidade de comentar sobre os resultados auferidos, até o momento, em nossa campanha, expresso pelo número ora apresentado, manifestando a nossa decepção por estar assistindo a um desejo explícito de a nada querer-se fazer que possa nos unir e nos tornar fortes. É decepcionante a discrepância entre o interesse pela consulta ao portal da CONFAMIL e número de contribuintes que responderam a nossa convocação; parece que nada se relaciona. Não ousamos adivinhar as razões dessa indiferença, pois poderíamos incorrer em leviandades interpretativas, mas a verdade é que a crítica que observamos circular pela internet acusando o povo de ser apático diante de tudo o que acontece ao nosso redor, nos cabe com justeza diante do comportamento que temos para com a defesa dos interesses da Família Militar. Poderia dizer que somos iguais, mas fica faltando considerar a formação que tivemos em nossa vida militar; é inconcebível aceitar passivamente esse tipo de conduta. Fala-se tanto de colocar representação política não só no Congresso Nacional, como também nos demais níveis do poder, o municipal e o estadual, mas não se atentam para o fato de dimensionar o grau de representatividade que esses candidatos terão para nos fazer ouvir e respeitar. Não pensem que a criação de um eventual e inconcebível partido militar iria oferecer representação de peso para esse fim, pois além da discutível constitucionalidade desse gesto, não teria a adesão substantiva de toda a Família Militar. O resultado seria a adesão a um partido que, dentre os existentes, nada têm em comum com as FFAA. Temos um grave erro de comportamento que se manifesta ao sairmos do serviço ativo, que é o incansável desejo de todos serem chefes de alguma coisa, rejeitando, radicalmente, qualquer tentativa de formação de uma estrutura de direção universal que é a triangular; saímos da atividade com o desejo incontrolável de sermos independentes em nossas ações de interesse coletivo. Uma pergunta se faz presente a todos: quando foi que uma estrutura dessa natureza obteve algum resultado? Nunca. E os nossos detratores sabem disso e se utilizam disso para encurralar-nos contra a parede, como vem sendo exaustivamente feito. Fazendo uma comparação com o reino animal até mesmo um rato acuado se transforma numa fera para defender sua vida. E nós o que fazemos? Ficamos discutindo a validade de uma liderança funcional com o pressuposto de que faria melhor ou indicaria outro que considerasse mais aceitável. O resultado disso é que esquecemos infantilmente do que é principal: os objetivos tão propalados e verdadeiros dos anseios e aspirações da Família Militar. Somos visceralmente inermes e passivos em atitudes que poderiam nos tornar preocupantes aos nossos detratores de plantão. Decepção e desilusão são o que posso dizer. Não guardo esperança de alguma mudança, pois no fundo somos todos covardes na hora de agir. Faço minhas as palavras de um companheiro nosso quando diz: QUE DEUS TENHA PIEDADE DE NÓS!!!.

Waldemar da Mouta Campello Filho
Capitão-de-Mar-e-Guerra
Presidente da CONFAMIL

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