Momento de Reflexão para a Família Militar


Começamos o ano de 2011 com muitas expectativas e esperanças sobre dias melhores e mais verdadeiros em nossas vidas. Um novo dirigente do País assumiu agora, uma mulher, cuja vida pregressa tem sido bastante questionada por muitos de nós, ainda presos a um passado turbulento de eventos marcantes que persistem em permanecer em nossas mentes. O fato é que os tempos mudaram, a sociedade evoluiu, se positivamente ou não é uma questão de avaliação pessoal que não nos cabe impô-la a todos indistintamente, no pressuposto de que somos os únicos capazes de entender um quadro conjuntural modificado, utilizando projeções do passado que para muitos não foi totalmente isento de responsabilidade sobre atos e omissões praticados. Isso significa que ainda vivemos sob o efeito de uma massa disforme de uma sucessão de equívocos praticados que marcaram nossas vidas e que ainda nos impede de vislumbrar o que de mais importante deve ser objeto de nossas preocupações, que é o interesse do futuro do nosso País e o interesse da Família Militar. Muitos insistem em não considerar por inúmeras razões que não nos cabe mencionar, mas que é imprescindível que não nos afastemos dessa concepção inerente a nossa vida militar exaustivamente enfatizada que é a MISSÃO que nos cabe cumprir. Nós inativos em especial, não podemos nos furtar em acompanhar a evolução do quadro conjuntural com suas múltiplas variáveis incidentes, no interesse de estabelecer um pensamento crítico pessoal apenas como exercício de percepção e avaliação sobre repercussões futuras que, necessariamente poderão não ser verdadeiras. O que não podemos é considerá-las como definitivas e carentes de uma reação imediata e contundente. Ledo engano o nosso em pensar que ainda detemos a chave do conhecimento absoluto da vida para julgar, de maneira radical, aquilo que achamos indevido. Nesse processo fica faltando o básico para justificar e expressar a nossa opinião e ter a convicção de que ela será considerada que é a UNIÃO da Família Militar. Uma realidade palpável em nosso meio é a DESUNIÃO, que insiste em tornar grupos esparsos como protagonistas da retidão de atitudes e de luta pelos interesses de todos nós com o pensamento de que a grande maioria ou está desinteressada, ou não tem iniciativa de pugnar por dias melhores. A resultante dessa maneira de pensar não nos tem levado a nada; tudo perde a força coercitiva da nossa opinião junto a opinião pública e aos diferentes segmentos do Poder. Somos pura e simplesmente ignorados e os que pensam diferentes disso se acalentam de ilusões e desilusões. Como disse anteriormente, os tempos mudaram, o que nos impõe também mudarmos, percebendo o País como o enfoque principal que, por vontade explícita da sociedade, revolveu entregar sua condução a uma mulher. Talvez muitos não aceitem essa afirmativa, mas a verdade é que cabe a ela essa missão, com todos os bônus e ônus dela inerentes. A nós, como muitos outros brasileiros, cabe fazer a nossa parte que é a de UNIRMO-NOS para lutar pelos nossos interesses no fórum apropriado que o Poder Legislativo, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Não há razão para ilações interpretativas querendo julgar a pertinência da nossa proposta. Esta é uma verdade que não pode ser contestada e que se faz persistente toda vez que precisamos defender algo que para nós é importante. Deixemos de lado o passado; ele passou e com ele tudo de bom e ruim se foi para o acervo de nossa história; o tempo do menino bom e do menino mau acabou. Vamos nos preocupar com o essencial, destituído de preconceitos sobre eventuais reações desfavoráveis, que serão tanto mais constantes na medida em que continuarmos DESUNIDOS. Portanto, busquemos, a todo custo a NOSSA UNIÃO.


Waldemar da Mouta Campello Filho

Capitão-de-Mar-e-Guerra

Presidente da CONFAMIL

Coordenador do Sistema CONFAMIL

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