Sete de setembro, um povo, um grito: Independência ou morte! // Robson Merola de Campos

Sete de setembro, um povo, um grito: Independência ou morte!

            Autor: Robson Merola de Campos

            O dia em que se comemora a Independência do Brasil de Portugal está se aproximando. Os tempos atuais são turbulentos e nuvens escuras cobrem o horizonte. O Brasil vive o limiar de uma nova era. As mudanças são visíveis e consistentes. O velho jeito de fazer política no Brasil exala seus últimos suspiros. O brasileiro está acordando de uma longa letargia, onde ele fingia não ver o descalabro e a corrupção e os governantes fingiam que se importavam com o povo e com o país. Mas, ainda há muito que se fazer.

            Sempre que alguém critica a situação atual, aparece uma pessoa, normalmente ligada ao PT, e quer tenha boa intenção ou não, passa a acusar outros partidos políticos de também serem corruptos. Dá-se a impressão de que quem critica o governo atual automaticamente apoia a duvidosa oposição, capitaneada pelo PSDB. Ledo engano! Uma coisa não tem nada a ver com a outra. É preciso que se compreenda que quem hoje pretende ver a saída da presidente Dilma do poder, ou, no mesmo mote, quer que todos os outros que cometeram crimes relacionados aos fatos atualmente investigados sejam (com a garantia dos direitos constitucionais do contraditório e da ampla defesa) processados, exemplarmente condenados e cumpram suas penas, não é necessariamente filiado ou simpatizante do PSDB. Significa apenas que é contra a corrupção e a incompetência. Não importa se o criminoso (e corrupto é criminoso) é deste ou daquele partido. E não importa se a pessoa é um empresário ou um ex-presidente da República. A lei tem que ser igualmente rigorosa e valer para todos.

Há poucos dias, um amigo me disse que o Brasil, nem nos piores tempos da hiperinflação viveu período de tamanha falta de comando como atualmente. O que se percebe é que o atual governo está completamente perdido, atirando para todos os lados e tentando convencer, na base da pura retórica e marketing, que a culpa da crise não é de quem nos governa, mas, digamos, das “estrelas”... Quanto à corrupção limita-se a acusar os políticos de outros partidos de também serem corruptos, como se um crime justificasse o outro. As desculpas e os discursos são tão esfarrapados e inúteis que às vezes são quase dignos de dó. E digo quase, pois, não é possível sentir compaixão de quem tão acintosa e conscientemente mentiu e dilapidou o patrimônio nacional. E continua fazendo isso. No processo, vai quebrando o Brasil e atrasando o nosso desenvolvimento.

            Nos próximos dias veremos diversas manifestações de civismo pelas ruas do Brasil. É tradição hastear-se o Pavilhão Nacional, no Altar da Pátria. O Hino Nacional será cantado em alto e bom som. Lembro-me dos meus tempos de criança quando participar do desfile de Sete de setembro era uma verdadeira honra. Na minha cidade, quando o Tiro de Guerra desfilava garboso pela rua principal, sua fanfarra fazia tremer de emoção o público que se acotovelava nos passeios. À sua testa seguiam os orgulhosos veteranos da FEB com seus ternos surrados, mas impecavelmente limpos e engomados que guardavam para usar só naquelas ocasiões. No peito ostentavam as medalhas legitimamente conquistadas com o sangue derramado nas montanhas geladas dos Apeninos italianos. Nenhum desses veteranos recebeu qualquer indenização pelos sofrimentos da guerra distante; suas roupas refletiam a humildade dos seus parcos proventos. As escolas, públicas ou particulares, treinavam com afinco seus grupamentos de alunos para o desfile cívico. Tinham suas próprias fanfarras e os instrumentos eram enfeitados com bandeiras do Brasil, de Minas Gerais e da cidade. Sete de setembro era motivo de orgulho para todos nós. Mas eram outros tempos: nas escolas se ensinava Educação, Moral e Cívica, a respeitar os mais velhos, a cantar o Hino Nacional e a amar o Brasil.

            Comparar o Brasil de hoje com o Brasil de 30 ou 40 anos atrás é impossível. São realidades sociais, econômicas, tecnológicas ou culturais complemente diferentes. Mas, é preciso fazer um paralelo em outro aspecto, e este é intimamente ligado com a Semana da Pátria. É preciso que se indague onde foi parar aquele patriotismo genuíno que sentíamos? Por que o perdemos ao longo do caminho? Onde foi parar a nossa salutar inocência pueril? Com certeza não foi a “luta armada” que destruiu a nossa inocência ou minou o nosso patriotismo. Foram os anos seguintes, quando aqueles que empunhavam o fuzil e a granada conseguiram pelo voto (fraudado ou não) alcançar o poder. Os guerrilheiros de ontem eram bem menos perigosos e davam muito menos prejuízo do que os governantes de hoje. São as mesmas pessoas, mas, muito mais perigosas e destrutivas nos dias atuais. Nos anos 1960 explodiam bancos e quartéis. Hoje, implodem o Brasil.

            O fato é que naqueles tempos tínhamos um país mais brasileiro e menos bolivariano. Sentíamos orgulho da nossa bandeira e tínhamos esperança de um futuro melhor. Para nossa infelicidade, acreditamos nas falsas promessas dos falsos profetas. Que triste! Fomos vítimas de poderoso engodo. Foi preciso que o país viesse à bancarrota e que aparecesse um Juiz Federal que só tem compromisso com a Lei e a Justiça para que começássemos a perceber tudo que nos foi tirado. No processo, a frustação foi tomando conta de todos nós.

            A corrupção perpetrada pelos dirigentes do Partido dos Trabalhadores nos roubou muito mais do que o dinheiro dos nossos impostos ou a renda das nossas estatais. Roubou-nos a esperança de dias melhores. Roubou-nos a dignidade, o orgulho, a confiança na figura da autoridade. O PT transformou o Brasil numa terra sem lei e sem ordem, onde a vida humana passou a não ter qualquer valor, onde a terrível e vergonhosa “Lei de Gerson” tornou-se a ordem do dia no aparelhamento vergonhoso e escancarado de nossas instituições públicas. O PT nos levou muito mais do que o nosso dinheiro: levou o sonho do futuro melhor, que hoje é terra árida, tão árida quanto o sertão nordestino.

            Recuperar o orgulho de sermos brasileiros depende exclusivamente de cada um de nós. Essa noção de impotência diante do poder do aparelhamento estatal é falsa. Ela nos é vendida exatamente como nos foram vendidas as outras mentiras. Quando as lideranças do PT gritam que impeachment é golpe ou retrocesso querem, mais uma vez, que nós brasileiros fiquemos envergonhados de lutarmos por um país melhor. A esquerda brasileira é especialista em calar o povo: para isso usa com maestria as armas que tem à sua disposição, especialmente a retórica. Não se constrange inclusive de ameaçar direta ou indiretamente, sob o silêncio cheio de esperançosa cumplicidade da presidente, de massacrar o povo brasileiro nas ruas, pela força das armas. Incrível e triste observar que as mais altas autoridades da República silenciam diante de tais ameaças. E quem, corajosamente se posiciona ao lado da sociedade civil, acaba sendo acusado de omisso e covarde. A letargia do brasileiro atingiu-lhe principalmente o cérebro: não consegue interpretar o sentido das palavras, nem ler nas entrelinhas. Quer o prato pronto e servido. Sinto muito, mas, não será assim dessa vez.

            Em Sete de setembro de 1822, Dom Pedro I declarou a independência do Brasil de Portugal. Os críticos (e como os temos aqui em terras tupiniquins) desprezam o gesto de Pedro I, afirmando que o Brasil jamais se tornou independente; apenas trocamos o jugo português pelo jugo inglês, ou, mais recentemente pelo jugo americano. Sem entrar no mérito da questão, afirmo, sem medo de errar que está na hora de todos os brasileiros proclamarem um novo Grito do Ipiranga. É preciso que nos libertemos de vez da letargia e da vergonha de sermos brasileiros. É preciso recuperar o orgulho, resgatar a dignidade, e expulsar aqueles que nos oprimem. Deixamos de ser colônia de Portugal há quase 200 anos; está na hora de deixarmos de ser colônia do conformismo. Está na hora de cada brasileiro de bem (e somos maioria esmagadora, tenha certeza disso) descobrir que mudar o que está errado é fácil: basta querer. E só porque o futuro é incerto, não significa que precisamos continuar convivendo com a corrupção, a incompetência, a mentira, o aparelhamento estatal e as falcatruas que foram perpetradas ao longo dos últimos anos. Um governo que não atende os verdadeiros anseios populares e que governa na base da mentira e da corrupção não é legítimo. Os direitos do povo não foram concedidos por gentileza ou pela graciosa bondade do partido que ocupa transitoriamente o poder. Os direitos são nossos porque os conquistamos duramente ao longo dos séculos de história.

Entretanto, ao verem que o povo começa a se organizar e a se manifestar, a esquerda saudosa ameaça pegar em armas novamente. Acham que podem ganhar no grito. Não ganharão; nem no grito, e nem pela força das armas. Mas, se querem testar a nossa vontade ou a nossa determinação, que venham. O brado de Dom Pedro ainda ecoa no coração dos verdadeiros patriotas:

            Independência ou Morte!!!

            O Brasil pertence aos brasileiros. E, brevemente, nós iremos recuperá-lo.

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