UMA EXCELENTE ANÁLISE. MERCE SER LIDA. LAMENTO QUE O AUTOR PREFIRA O ANONIMATO

Estimado amigo (...),
 
Os artigos (...). (...) certamente calam fundo na consciência das pessoas que tiveram uma formação que valoriza os princípios eternos da lei que Deus insculpiu no ser humano; a ética.
 Mas faz mais de 50 anos que esses princípios têm sido abolidos, sistemática  e insidiosamente, da consciência dos brasileiros. Ser ético é ser "careta". Assim nós nos tornamos uma caricatura dos nossos antepassados, a raiz que nos dá o sentimento da pátria. Nem percebermos que sequer temos mais escolas católicas, todas elas administradas por leigos. Civismo? Que bicho é esse? Patriotismo? Que horror! Não existe uma cultura mais refratária a nossa história que a brasileira dos nossos tempos.
 Admira que Lamarca e Marighela valham mais que Caxias e Barroso? Ou que Dom Pedro II não valha mais que um ordenança a polir as botas de Lula?
 Sejamos realistas, meu caríssimo (...). A doutrinação marxista tem uma história vitoriosa em nosso país. E não foi o PT seu protagonista. Ele foi seu herdeiro. Sua inevitável consequência. Não foi nenhum guerrilheiro, foi um pedagogo, Paulo Freire, o "patrono da educação", que nos derrotou com a sua Pedagogia do Oprimido.  E também não foi Lula, foi Fernando Henrique Cardoso e os intelectuais da esquerda que cavaram a sepultura de nossa liberdade bem debaixo do nariz dos militares do regime que pretendia defendê-la. 
 Sabe por quê, amigo? Porque nossa república foi parida por um golpe positivista patrocinado pelos escravagistas arrivistas de repente despojados do seu patrimônio sem nenhuma indenização. Cambaleou por um tempo desde o marechal Deodoro aos "coronéis" da Velha República (meu avô paterno foi um deles), até desaguar no golpe do Estado Novo, do ditador Getúlio Vargas, um positivista declarado e impressionado com as ideias que Benito Mussolini expôs em seu livro - O Estado Corporativo. 
 Foi Getúlio quem deu um figurino próprio, com essa ideologia positivista temperada pelo corporativismo, ao Brasil supostamente republicano. E dele até hoje não nos afastamos, desde então, o suficiente para livrar o país do paradigma socialista que despreza o indivíduo e supervaloriza o Estado. A mais fundamental subversão.
 Subversão. Você ainda se lembra desse substantivo? Claro que sim, eu sei. Porque nós conhecemos "outros carnavais". Mas a nova geração não sabe o seu significado. Ele entrou no rol dos anacronismos. Saiu da moda. Como o vocábulo comunismo, embora ele seja mais antigo que "fascismo", tão em voga.  Por quê? Para que os marxistas possam rotular seus oponentes sem que estes possam lhes retrucar com o conceito que os identifique. Sutil, não?
 Agora, se me permitem, eu vou me desabafar com vocês. Mas peço que essa catarse fique entre nós. Contem o milagre mas não digam o nome do santo. É o seguinte:
O PT está fazendo mais um "ensaio de permissividade" semelhante ao da criação dos sovietes, apelidados de conselhos populares, da censura à imprensa, disfarçada de controle social da mídia, e da restrição à navegação pelas redes sociais da internet, sob a rubrica e um marco regulatório que coibiria os abusos que por essa via são praticados. Tudo isso, é claro, para concentrar o poder e suprimir qualquer meio pelo qual ele possa vir a ser contrastado, objetivo de todo Estado totalitário.
 Fracassou nas três tentativas, o que não significou que eles foram derrotados. Apenas testaram a permissividade para recalibrar uma nova investida. Numa outra hora e com uma nova estratégia. E dentro de uma nova embalagem para vender o mesmo produto. 
 Como o tempo de um revolucionário despreza o passado, e o presente não passa de um trampolim para um salto ao futuro, que só eles conhecem perfeitamente - perspectiva esta que confere a um Lula ou a uma Dilma, por exemplo, a convicção de que são protagonistas de um projeto progressista contra o qual resistem os reacionários - nenhuma tentativa frustrada os desanima. Não há nada que possa abalar sua convicção. Porque não é das experiências fracassadas que ele extrai suas conclusões. Seu único parâmetro é o futuro imaginário no qual ele acredita como se o tivesse presente em sua experiência de vida. Não admira, portanto, que em nenhum aspecto intelectual ou sentimental, ele possa evoluir, amadurecer, subir um centímetro sequer no nível de sua consciência e explorar melhor sua inteligência.
 Só lhe resta agarrar-se ao que o exclui como indivíduo, para integrá-lo, passo a passo, no arquétipo de uma comunidade que sancione seus delírios. Essa psicose foi estudada e descrita num livro dos psiquiatras Paul Sérieux e Joseph Capgras, intitulado La folie raisonnante, publicado na França em 1909.
  É essa loucura raciocinante que isenta o revolucionário de toda culpa, porque sua moral é relativa a um tempo no qual ele não vive - o futuro. Só no futuro ele poderá ser julgado. E como o futuro é um tempo tão incompatível com o passado quanto é quanto ao presente, ele nunca poderá ser julgado. Nem mesmo se examinar, ele próprio, nele, pois ele nunca viverá no futuro. Ou o futuro não merece ser chamado de futuro.
 
A esse delírio moral que a loucura raciocinante implica, portanto, tudo é inerentemente relativo, mutável, inconstante. Numa palavra, não existem princípios. Só os fins, uma hipótese verificável no futuro, justifica os meios.
 São essas pessoas que estão destruindo o nosso país. Loucos raciocinantes.
 
E nunca desistem de seus intentos. A Polícia, o Ministério Público e a Justiça Federal estorvam e ameaçam seu projeto de poder hegemônico, totalitária, então é  preciso implodir essa instituições. Que tal propor uma emenda constitucional que permita a um juiz de primeira instância votar e ser votado para os cargos de direção dos tribunais? E justificar que essa medida seria democrática, transparente, lúcida, ecológica, cidadã, progressista, antifascista, inclusiva, flamenguista, cruzeirense e atleticana?
 
Quem poderia ficar contra ela?
 
Um abraço, ( . . . )

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