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Notícias do Comando Militar do Planalto-Exército

Entrevista de Ives Gadra com o General João Camilo Pires de Campos

MEUS AMIGOS E AMIGAS,
VEJAM A ENTREVISTA DO GAL. JOÃO CAMILO DADA À IVES GANDRA MARTINS, QUE FOI MEU PROFESSOR. DESTA ENTREVISTA PODEMOS TER UMA IDEIA, DE COMO OS MILITARES SÃO PREPARADOS, DO QUANTO ELES SE ENVOLVEM, NOS PROBLEMAS DO NOSSO BRASIL, ISTO SEMPRE PROCURANDO ENTENDER NOSSO PAIS DENTRO DO CONTEXO MUNDIAL. CREIO QUE ESTA ENTREVISTA VEIO A TEMPO, PARA ACLARAR DUVIDAS, QUE INFORMAÇÕES CAPSIOSAS INCUTEM EM NOSSA MENTE, COM ENFASE EM NOSSOS JOVENS.
ASSISTAM E TIREM SUAS CONCLUSÕES.

Nós, do Exército Brasileiro!

Fomos nós, do Exército Brasileiro, que lutamos nos Guararapes contra o invasor holandês, justificados e motivados pelo sentimento de pátria que o amálgama de raças e o amor à terra fazia surgir.

Fomos nós que asseguramos a Independência, que lutamos na Cisplatina e que defendemos a honra, os interesses, a soberania e o patrimônio da Pátria nas guerras e conflitos internos que abalaram, ameaçaram e fixaram nossas fronteiras e asseguraram a unidade nacional.

Presente à solenidade o min defesa.

Sabe-se que a promoção a general é o reconhecimento maior a que pode aspirar um soldado vocacionado, corresponde ao ápice da trajetória castrense e é alcançada após longa jornada de dedicação e sacrifícios.
O ingresso e a ascensão a esse círculo se dão por escolha. É um processo difícil e sofrido de seleção para o Alto-Comando e de confiança para as autoridades que

referendam esse ato. No caso, o Sr Ministro da Defesa e a Sra Presidenta da República.
Sabemos que, por limitação de vagas, muitos, igualmente capazes, ficam de fora ao final do processo. A estes, e a seus familiares, os agradecimentos
do Exército por suas vidas de dedicação ao serviço.
Senhores Generais de Brigada recém-promovidos, parabéns!
O Exército os saúda, a cada um e a todos, pela vitória alcançada,
e se alegra com os familiares e amigos nesse momento festivo.
Para os senhores, uma nova etapa se inicia. Vivam ainda mais intensamente o propósito, os princípios e os valores da Instituição.
Quando o homem avança, o que vai à sua frente é o seu
passado. Mas o passado é uma carta de apresentação. O que se quer do novo Chefe é o novo que ele representa e pode produzir para atender as necessidades do presente, particularmente aquelas que constroem o futuro. Essa é a natureza primária da evolução.
Não tenham dúvida, a entrada dos senhores no círculo dos oficiais-generais vem marcada por esta expectativa. Fujam, portanto, da mesmice, da zona de conforto, das certezas empoeiradas.
O tempo é um algoz. O que se subordina a ele obedece à lei implacável da sucessão. Os que passam o bastão para os senhores, sabem que não fizeram tudo que podiam; mas sabem também que, nas condições existentes, hipotecaram o melhor de suas energias para deixar aos sucessores uma plataforma mais adequada – base para novos avanços – confiantes de que os que os sucederão farão mais e melhor. A melhoria contínua, a evolução e a própria transformação do Exército decorrem desse credo. E agora estão nas mãos dos senhores.
No contexto internacional, estamos em um ponto de inflexão importante. A tecnologia está reformulando a maneira como os conflitos ocorrem, permitindo-se estar em guerra sem qualquer declaração. O futuro dessa natureza de conflito está sendo moldado pelo emprego de aviões não tripulados, por robôs, pela guerra cibernética, pela capacidade extraordinária de vigilância – do campo de batalha e de indivíduos –, pela maior dependência de forças especiais em ações não convencionais, pela militarização do espaço e pelo avanço da biotecnologia. Nada disso deleta velhas ameaças. Mas são novos tempos, novos desafios, exigindo novas formas de defesa e nova gente, de cabeça arejada e imaginação criativa – exatamente como os senhores.
No contexto nacional, vislumbramos o emprego do Exército, como já está ocorrendo, em diferentes eventos no ano em curso e nos vindouros. Busquem a clareza em tudo. Poderão estar atuando na proteção de patrimônios ou em GLO, contra gente que tem
estado fora do alcance da lei – e que tem conseguido ter voz no processo decisório por meio da violência. Busquem claras regras de engajamento e segurança jurídica antes de partirem para o cumprimento das missões.

O exercício da autoridade, particularmente para dissuadir intenções hostis, não combina com flacidez de normas nem com tolerâncias. Tolerância, nesses casos, não é uma virtude. No convívio diário, em situação de normalidade, até pode ser. No emprego de Força Armada, não o é. Tolerar é fazer vista grossa ao erro, é ser indulgente com a transgressão, é suportar magoado. Tolerar é aguardar que a indefinição e o tempo resolvam o problema. O tolerante não pratica a justiça, trata igualmente desiguais, afrouxa a disciplina, compromete a hierarquia, desagrega a coesão, inibe o espírito de corpo e amplia o risco.
Fortaleçam o trabalho interagências, busquem soluções compartilhadas, mas não as confundam com “jeitinho”. Deem o nome certo às coisas. Eufemismos não mudam a realidade dos fatos.
A era do discurso vazio acabou. Tem que haver entrega. Ou se entregam resultados ou se vai ficar falando sozinho. Ninguém inaugura mais promessas. Tenham, portanto, aguçado senso de legado.
Nesse sentido, sejam protagonistas das causas e deixem que inaugurem as consequências.
A coragem continua sendo o principal atributo do chefe militar. Tendo coragem, as outras virtudes serão potencializadas.
Os valores do nosso Exército precisam ser transmitidos por meio de ações cada vez mais tangíveis. Mostrem com o trabalho de suas mãos o que pregam com os lábios.
Liderança alinha hierarquia e disciplina e mantém a coesão da Força. Seu rosto é o exemplo.
É vital a prontidão. Mas ela é insuficiente sem a prevenção.
Há princípios de guerra que são milenares e que continuam cada dia mais atuais. Se perderem a iniciativa, por algum momento, busquem recuperá-la o mais rápido possível. Preservem o espaço de manobra. Não se tornem reféns das circunstâncias.
Para o Exército manter sua destinação constitucional, não basta “fazer um pouco mais do mesmo” – há que agir com maturidade estratégica, ou seja, entregar valores, ter representatividade e conquistar confiança e respeito nos corações e mentes da sociedade a que serve.
Volto a este momento presente para encerrar.
A síntese da caminhada de sacrifícios, superações e conquistas vê-se estampada no rosto emocionado de cada um dos senhores, neste momento em que estão perfilados à nossa frente, para receberem a réplica da espada de CAXIAS. Ao atenderem, daqui a pouco, ao primeiro toque de clarim de oficial-general, verão que seus corações nunca bateram tão forte e que nunca fizeram uma continência com tanta “atitude, gesto e duração”.
A vitória dos senhores, alegria e orgulho dos familiares e amigos, é também vitória, alegria e orgulho do nosso Exército Sob a proteção de Deus e reafirmando compromissos, sigam em frente, impulsionados pela energia da confiança que a Instituição acaba de lhes emprestar!
Foram estas as ideias que o Sr Comandante do Exército orientou-me a que lhes transmitisse.
Muito obrigado a todos que nos honram com suas presenças.


General de Exército Joaquim Silva e Luna
Chefe do Estado-Maior do Exército

Questionário

1) Como foi sua atuação na Ditadura Militar, efetivamente?

Na ocasião eu era Segundo Tenente do Exército ,servindo em Ijuí- RS oriundo da Academia Militar das Agulhas Negras.Atuavamos nas fainas normais de um quartel , em instrução,treinamentos internos e externos de manobras e formação dos soldados conscritos.Naquela ocasião o termo ditadura nem era do nosso conhecimento pois sempre nós e todos os profissionais militares estávamos voltados para a vida Castrense.Tínhamos notícias esparças àquela época pelo noticiário muito impreciso de grande agitação sindical e estudantil no Rio de Janeiro,São Paulo e Recife.Não existia televisão no interior do Rio Grande do Sul e as ligações telefônicas eram precárias levando-se até dias para se completar uma chamada nos famosos telefones a manivela.Um fato que se passava no Rio só no dia seguinte chegava no interiorzão do Brasil.Se a ilustre jornalista deseja saber como a grande maioria dos militares participaram durante os governos militares as declarações acima bem caracterizam a nossa participação. São totalmente inverídicas afirmações que as Forças Armadas saíram as ruas para tomar o poder.Foi a Sociedade Civil ,igrejas , imprensa e intelectuais que exigiram a intervenção das Forças Armadas para dar um basta na insurreição e no golpe que alguns políticos preparavam para jogar o povo Brasileiro numa aventura comunista ,como acontecera anteriormente em Cuba.


2) Atualmente pôs-se em discussão que o Regime Militar trouxe crescimento para o Brasil e que sem ele talvez não seríamos o que somos. Sendo assim, algumas pessoas defendem a volta deste tipo de política. Qual a sua opinião sobre o assunto?


O momento atual é totalmente diferente.O militar sempre teve e tem consciência que o Brasil precisa se pautar pela via democrática. O poder civil , os políticos e as instituições precisam ser preservadas em obediência a nossa Constituição e mirando-se na máxima contida em nossa Bandeira -ORDEM E PROGRESSO. Se os Governos militares trouxeram ou não o crescimento para o Brasil ,os noticários da época estão aí para serem consultados.Itaipu,Ponte Rio-Niteroi, Embrapa , Tucurui ,portos ,estradas e tantas outras realizações estão presentes ainda nos nossos dias ,mas a Petrobrás e as Telecomunicações também foram expandidas e consolidadas a época com o trabalho do povo Brasileiro utilizando tecnologias oriundas das Universidades militares( IME,ITA e Centro Tecnológico da Marinha.). Nos dias de hoje o povo Brasileiro conta com grande centros de difusão do saber usando subsidiariamente a tecnologia militar quando necessária . A única diferença ´que os projetos militares tem início,desenvolvimento e conclusão mesmo com parcos recursos que são empregados judiciosamente em prol do País. Como exemplo citamos as estradas implantadas pelos Batalhões de Engenharia ,de excepcional qualidade e a custos de 1/3 dos praticados pelo mercado. O Aeroporto de Guarulhos foi entregue muito antes do tempo e o Exército devolveu aos cofres públicos mais de 150.000.000 que não foram utilizados. Um outro exemplo é o caso dos trechos da transposição do Rio S. Francisco que coube a Engenharia do Exército fazer, totalmente executado a preços bem inferiores dos demais.Importante que os demais trechos encontram-se parados e abandonados.Mas Administrar o Brasil é tarefa dos políticos e civis ,não dos militares ,estes precisam e querem se restringir a sua missão Constitucional que é defender o País com o sacrifício da propria vida se preciso for.


3) O que mais te marcou durante o período da Ditadura? Qual a lembrança mais clara?

O que mais marcou para mim e na minha opinião e da maioria dos cidadãos fardados no período dos Governos militares foi o fato que não se começou um movimento armado.Este iniciou com assalto a bancos mortes a inocentes terrorismo em aeroportos e uma guerrilha urbana que deixou muitos lares enlutados e o sacrifício de inumeros inocentes. Só após isto as forças federais e estaduais foram obrigadas a entrar para defender o Estado e a População.Nao obstante os excessos de ambos os lados as instituções foram preservadas ,Legislativo e Judiciário funcionaram e ao final tivemos baixas dos dois lados de aproximadamente 300 pessoas.Comparando as demais Nações da América do Sul que tiveram a incursão Socialista encotra-se numeros de 30.000 ou mais baixas e desaparecidos.Mais importante de tudo uma declaração de um dos últimos Presidente da época saiu nas manchetes dos jornais da época "LUGAR DE BRASILEIRO É NO BRASIL" .Daí surgiu a abertura lenta ,gradual e finalmente total culminando com a ANISITA.Perdão para ambos os lados.Foi esta Anistia que permitiu que os insurretos e guerrilheiros vencidos pelo Estado, chegassem hoje a governar o País...Que exemplo de grandeza deram os governos militares e que tem sido olvidado por muitos l Brasileiros rancorosos que só querem olhar para o passado perdido...


4) Você chegou a vivenciar ou presenciar as torturas exercidas? Se sim, como foi? E o que você pensa sobre elas?
Pessoalmente nunca vi ou presenciei qualquer tipo de tortura,por isso não posso dar qualquer tipo de testemunho.Vi publicado nos jornais a morte de um capitão dos Estados Unidos assassinado por terroristas na frente de sua mulher e filhos no Estado de S.Paulo. Em edição recente nas redes sociaias diversos ativistas da época confessaram alguns crimes como este e outros que foram planejados e executados.Toda a violação da vida é um crime hediondo parta de onde partir.Um cidadão dito cristão não pode justificar a subtração de uma vida.Técnicas de inquirição nada tem a ver com tortura, e estas técnicas são aplicadas quando povos e nações estão em guerra ,visando poupar vidas para logo terminar a guerra.Estávamos em guerra,declarada pelos subversivos....


5) É possível fazer alguma relação da atual FAMIL com a antiga ARENA?
A Federação da Familia Militar do Distrito Federal-FAMIL/DF como mais de 80 outras Associações da Familia Militar espalhadas por todo o Território Nacional congrega mais de 5.200.000 pessoas ligadas direta e indiretamente aos 660.000 militares da Marinha,Exército e Aeronáutica da ativa,inativos e pensionistas.O que nos une são os preceitos de cidadania ,respeito as tradições de nossa Pátria e amor irrestrito ao Brasil.Longe de nós qualquer cor partidária . Sabemos que precisamos ter os nossos representantes nos três níveis Municipal, Estadual e Federal para que os assuntos pertinentes a Família Militar possam ser apresentados à Sociedade. Estes representantes podem ser militares ou civis que se afinizem com os nossos própositos.As questões tecnicas-militares não são de nossa alçada pois estas ficam adstritas aos Comandos das Forças (Marinha,Exército e Aeronáutica ) e Ministro da Defesa.Assim não somos um partido político mas cuidamos da política da Famíla Militar
Com o nosso apreço .Cordiais saudações;
Cantidio Rosa Dantas-Cel EB- Presidente da FAMIL/DF e VICE-PRES,CONFAMIL.
Agradeço desde já a sua disponibilidade. Fico no aguardo.

Att. Bianca Dilly - colaboradora do Jornal Feevale - RS.

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