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Notícias do Comando Militar do Planalto-Exército

Vinheta sobre Exército Brasileiro: Conquista do paraíso

 

BOLSONARO ACLAMADO PELOS ASPIRANTES DA AMAN!!!!

 

Cartilha Sobre Golpes contra militares e pensionistas

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EXÉRCITO NÃO É MILÍCIA

 Depois de alerta contundente ,ninguém poderá dizer que não sabia...
 Repasso por entender que a situação se complica, alias como já era de se esperar. Para tanto decidi fazer este preâmbulo que abaixo se segue:
    As Forças Armadas NÃO são treinadas para ação de polícia junto ao meio civil, lidando num Teatro de Operações (TO) junto a um meio civil amigo, TO este infiltrado por bandidos que nada têm a perder. Neste caso, de duas uma: ou acaba a tropa se desmoralizando por ver seus homens serem alvejados pela bandidagem sem que nada possa fazer, inclusive por receio de se atingir civis inocentes, ou se desmoralizam por acabar matando civis inocentes.
    Como sair desta armadilha que nos montaram? Seguindo simplesmente a Constituição. Dando as FFAAs o real poder, fazendo com que ela, As nossas FFAAs, só seja empregue em missão real de Combate, em ações de combate real de GUERRA, como numa área de conflito onde não existam civis amigos misturados com a bandidagem, ou ainda, na possibilidade de afastar os civis amigos do TO, o que neste caso torna-se impossível de se realizar. Neste caso isto é papel da polícia, se não corre o risco, ou de se matar civis inocentes, ou ver seus homens morrerem sem que possam reagir a altura, de se defenderem. Nenhuma das hipóteses são plausíveis.
    Portanto, cada macaco no seu galho. Querer que assumamos os galhos dos outros, me desculpem o termo chulo, neste caso é óbvio, só vai dar merda.
    Cesar A.
 Por Ney de oliveira Waszak Cel
Em 28 de novembro de 2014
Diz nossa Lei, que as Forças Armadas (FFAA), podem ser empregadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO), e para que tal ocorra é necessário que os instrumentos definidos no Art 144 da Constituição Federal, sejam esgotados.
Artigo. 144 da Constituição. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
Segundo ainda a nossa legislação, a Operação de Garantia da Lei e da Ordem (Op GLO) é uma operação militar determinada pelo Presidente da República e conduzida pelas Forças Armadas de forma episódica, em área previamente estabelecida e por tempo limitado, que tem por objetivo a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio em situações de esgotamento dos instrumentos para isso previstos no art. 144 da Constituição ou em outras em que se presuma ser possível a perturbação da ordem (Artigos 3º, 4º e 5º do Decreto Nº 3.897, de 24 de agosto de 2001).
O que observamos é que o Governo está usando as FFAA, como polícia, de forma permanente, e o resultado é que já temos um soldado ferido. Não temos medo do ferimento ou morte, mas se é para acabar com os bandidos, deixem agirmos como fomos preparados para enfrentar o inimigo.
A chamada GLO somente deve ser empregada na confirmação da falência do Estado no emprego do prescrito no Art 144 da Constituição, e cabe aos comandantes das Forças singulares a observância dos ditames legais.
O que as FFAA não podem é ficar, permanente, em área urbana, para agir como polícia. Nosso soldado é moldado para o combate e não para ser policial, a ação de GLO é uma ação prevista para ocupar uma determinada área agir e sair.
Comandante! Gen Enzo, exija o cumprimento da Lei.
Retire o Exército desta situação que somente tende a piorar, mas se o senhor ainda não sabe, vou dizer em letras grandes para o seu entendimento.
A esquerda e o pt estão torcendo, para que nossa tropa mate um inocente
Sabemos “ESTOURAR APARELHOS”, sabemos caçar bandidos, mas não sabemos fingir.

navegar é preciso

 Navios da Marinha passam meses a fio no Amazonas para cuidar da saúde de ribeirinhos
Renan França.
 
 Bruno Grana usa seus alicates e um cortador de fios na boca dos pacientes que costuma atender. Sem luz elétrica, ele os recebe debaixo da copa de uma árvore na comunidade do Caborini, portando uma lanterna, a 648 quilômetros de Manaus, no Amazonas. Grana é dentista da Marinha do Brasil há quatro anos e acredita que o problema de todos os ribeirinhos que atende na Amazônia é o mesmo:—Não há preocupação com a limpeza bucal. Aqui na ribeira acreditam que escovar os dentes é coisa de gente "fresca". Só caem na real quando eu informo que precisam arrancar oito dentes de uma vez—explica. Segundo ele, o pior não é ter que trabalhar sem os instrumentos de um consultório — a maior dificuldade é convencer o ribeirinho que limpar o dente é uma questão de saúde.—Eu começo dizendo que vou "dar uma olhada".
 Quando se distraem, eu já aplico a anestesia. Sou rápido. Arranco um dente por minuto — diz, retirando um molar de dois centímetros e meio da boca de um morador. Grana fa z parte da tripulação formada por 58 homens e três mulheres do navio Carlos Chagas, da Marinha. A embarcação é um dos quatro Navios de Assistência Hospitalar (NAsH) que cumprem missões anuais na região amazônica. São cerca de10 mil quilômetros navegando pelos rios na região Norte. Os números mostram a importância das missões da região: desde1984, ano de estreia do programa da Marinha de atendimento ao ribeirinho, já foram realizados 4,2 milhões de atendimentos médicos e dentários. Para acompanhar o trabalho da força armada, a reportagem do GLOBO acompanhou por 18 dias o trabalho na Amazônia. Sentada na Praça D" Armas do navio, a tripulação está à espera do comandante Caetano Quinaia, chefe da operação, para o almoço. Quinaia chega, todos se levantam e esperam que ele se sirva — o almoço só começa depois que o comandante toca no garfo.
Não há do que reclamar das refeições do navio. O cardápio é fruto do bom planejamento dos sargentos que cuidam da preparação do almoço. Para uma missão de 30 dias dentro da Amazônia, são compradas quase três toneladas de comida. — Estou de regime e morrendo por dentro por não poder comer pirão e um belo pedaço de peixe frito — lamenta Quinaia, que coloca no prato duas colheres de arroz, uma de atum moído e seis ovos de codorna. Enquanto come, o comandante passa as instruções para os atendimentos que serão feitos no período da tarde. Para chegar até a comunidade da Boca do Tigre, serão usados a lancha e o helicóptero que fica à disposição no heliporto do navio. Para coordenar toda a operação é preciso mobilizar 32 integrantes, mais a equipe médica (quatro médicos e quatro dentistas) que irá fazer os atendimentos em terra. O navio é um hospital sobre a água. No segundo pavimento, local onde também está a ala dos sargentos e suboficiais, estão os consultórios. A sensação é a mesma de estar em uma clínica médica. Há dois ambulatórios médicos e odontológicos, uma sala para exames, uma máquina para raio-X e uma sala de cirurgia. Para serem feitas no navio, as operações precisam ser rápidas e simples.
 
"NÃO PRECISA PAGAR, NÉ, DOUTOR?"
 Deitado na maca na sala de cirurgia, o pescador Fabiano Silva está com um cisto do tamanho de um limão no braço esquerdo. O médico Igor Proença aplica uma dose de anestesia antes de começar a remoção do caroço. Com os olhos fechados, Fabiano confidencia a Proença que está com o cisto há alguns anos, mas achou que não era nada grave. O procedimento dura pouco mais de 30 minutos. —Não precisa pagar, né, doutor? — diz Silva, antes de sair com o braço enfaixado e ser levado de volta para a comunidade onde os médicos da equipe da Marinha passaram a tarde. O itinerário do navio é decidido com muita antecedência. O objetivo de cada embarcação é atender o máximo de comunidades possível. A duração de cada uma das missões é de aproximadamente 50 dias. Mas, de acordo com o cronograma anual, uma missão pode começa dois dias após o encerramento de outra. É comum um marinheiro passar até dez meses longe de casa. —Não é fácil ficar tanto tempo longe, o que ameniza nossa saudade é saber que estamos salvando vidas — diz o comandante Quinaia, sentado na sala de controle do navio.
 
 PAINÉIS DE FICÇÃO CIENTÍFICA
 Os painéis de controle com botões e alavancas lembram um laboratório de filme de ficção científica. A sala de controle monitora tudo 24 horas por dia. No lugar, marinheiros se revezam em turnos de quatro horas todos os dias, de domingo a domingo. Ao lado do painel, marinheiros com especialização em cartografia ficam a todo tempo calculando o caminho para que não haja erro s durante a rota. Diferentemente do que possa parecer, a navegação pelos rios da Amazônia não é simples. Apesar de apresentar menos riscos em relação a uma viagem no mar, pela ausência de ondas, há o perigo constante dos bancos de areia, que podem fazer o navio encalhar. Para isso, dentro da sala de comando do NAsH, há três radares que medem a profundidade do casco da embarcação em relação ao chão.
 Mas, como os bancos de areia são móveis, devido à correnteza do rio, a profundidade pode ser alterada de 30 para cinco metros rapidamente; outra preocupação são as margens, que, às vezes, estreitam tanto o rio que seria impossível dois barcos passarem pelo mesmo ponto um ao lado do outro. Para um civil, a hierarquia militar pode parecer exagerada num primeiro momento. Tudo é feito de forma meticulosamente calculada. Para que o helicóptero decole, por exemplo, às 13h, com destino a uma comunidade próxima, uma hora antes começa a preparação para o lançamento. Se o navio vai ancorar, praticamente todos os homens do navio assumem um posto pré-determinado — mesmo quem não vá desempenhar qualquer função na operação. É raro haver algum tipo de acidente numa missão.
Mas nem tudo é trabalho durante a expedição. Nas horas livres, cada integrante do navio busca uma forma de se divertir. No andar mais baixo do navio, destinado aos cabos e marinheiros , o videogame é a principal forma de entretenimento. No pavimento superior, sargentos e suboficiais se enfrentam em partidas de "dominado", jogo de tabuleiro que lembra o ludo, com algumas regras diferentes. O uso de celulares é proibido em todo o navio — não faz diferença, já que não há sinal de celular. A academia da embarcação é outro lugar disputado. O objetivo de todos é queimar as calorias das quatro refeições realizadas por dia. Os horários do final da tarde são os mais concorridos, já que o calor está levemente mais baixo. Mesmo às 18h, difícil é levantar peso com a temperatura próxima dos 40ºC.